Sol, Praia e Piscina; este é o cenário do verão. Mas, mesmo com o clima de descontração, é importante estar alerta ao aparecimento de diversas doenças frequentes no período. Alguns cuidados simples podem evitar problemas
Cuidados com a pele devem ser reforçados
Além da já tradicional dica de não esquecer o protetor solar, algumas outras podem evitar doenças de pele mais comuns que ocorrem devido ao aumento da temperatura combinado à maior exposição ao sol, à umidade e ao aumento da transpiração, veja algumas delas:
Micoses e frieiras
Os tipos mais freqüentes destes problemas causados por fungos são as micoses de praia, que provocam manchas esbranquiçadas, e as micoses de virilha e dos pés. “O calor, o suor e o atrito entre as partes do corpo são um prato cheio para os fungos se reproduzirem”, explica o dermatologista Carlos Alberto Queiroz Carvalho. Para evitá-las é necessário procurar praias limpas e manter o corpo sempre seco.
Herpes labial
Provocado por um vírus, ocorre mais no verão devido às longas exposições ao sol que baixam a resistência imunológica do organismo. Entre seus sintomas estão: bolhinhas d’ água, coceira, ardência e formigamento. Na prevenção, deve-se evitar o contato com pessoas infectadas e a
exposição exagerada ao sol nas horas mais quentes do dia.
Brotoejas
Manchas vermelhas e bolhinhas d’ água, mais comuns em crianças. Podem ser prevenidas evitando o sol forte e banhos quentes, mantendo os ambientes ventilados e usando roupas frescas.
Acne solar
Apesar de o sol da manhã e do final da tarde ajudar a reduzir as populares “espinhas”, há exceções. “O horário não recomendado, das 12h às 16h, aumenta a secreção das glândulas de gordura, facilitando proliferação de bactérias na pele, o que piora o quadro de acne”, alerta o especialista.
Doenças nos ouvidos também são comuns
Além da pele, outras partes do nosso corpo também podem sofrer com hábitos muitos comuns
no verão. Eles podem, por exemplo, contribuir para o aparecimento freqüente das otites externas, popularmente conhecidas como dores de ouvido.
Elas são causadas pelo acúmulo de água nos ouvidos, pela alteração do PH do canal auditivo
e pela retirada da flora bacteriana natural da orelha, ou do cerume, que atuam como protetores contra as bactérias prejudiciais à saúde.
De acordo com o otorrinolaringologista, Flávio Augusto Passarelli Prado, o principal sintoma das
otites é a dor. “É uma dor aguda sentida, às vezes, ao se mexer na orelha, movimentar o maxilar, comer e falar”, exemplifica.
Para tratá-las é preciso procurar um especialista. Já a prevenção é bastante simples, basta manter o ouvido sempre seco e evitar o uso de cotonetes. “A haste de algodão nunca tira o cerume, ela só o empurra, causando a laceração da pele e facilitando a entrada de bactérias”,
explica o especialista. Quem enfrenta o problema com freqüência também pode utilizar tampões nas orelhas.
Se não tratadas, essas inflamações podem se espalhar para regiões próximas do ouvido fazendo com que a infecção se estenda para a parte óssea, dificultando o tratamento. Por isso,
em caso de dores nos ouvidos, procure atendimento médico.