Acidentes com crianças. É possível evitá-los? 24/11/2008
Com a chegada do período de férias escolares, a tendência é que as crianças passem mais tempo em casa. Com isso, também aumentam os riscos de acidentes domésticos que, em alguns casos, podem ser fatais. Segundo o pediatra Vitor Maiorino Netto, cerca de 80 a 90% dos acidentes poderiam ser evitados se algumas dicas simples fossem seguidas. “Crianças pequenas, por exemplo, não devem ficar sozinhas nem por um segundo”, ressalta o pediatra. Por isso, o Grupo São José Saúde separou algumas dicas: Envenenamentos e Intoxicação - remédios e produtos de limpeza devem sempre ser guardados em locais onde as crianças não tenham acesso. Vale evitar, ainda, ter em casa plantas venenosas como, por exemplo, a “comigo ninguém pode” e a mamona. Quedas e fraturas – simples atitudes já fazem a diferença, como retirar tapetes que escorregam, recolher brinquedos que ficam espalhados pelo chão, especialmente bolas, carrinhos, patins e skates. Outro item importante são telas ou grades de proteção nas janelas. Engasgamento e afogamento – crianças muito pequenas não podem ter contato com objetos com partes muito pequenas, pedrinhas, balas tipo “Tic Tac”, feijão e outros grãos, pois há um alto risco. Sementes de frutas também devem ser totalmente retiradas. Já para evitar afogamentos, a dica é jamais permitir que crianças brinquem sozinhas em piscinas, rios ou no mar e sempre forçá-las a utilizar bóias de braço para aumentar a segurança. Queimaduras - as panelas devem, preferencialmente, ser colocadas nas bocas de trás do fogão, com os cabos virados pra dentro, e os pais jamais devem permitir que a criança brinque ao redor, principalmente se o forno estiver em uso. “Se a mãe tiver que mexer em uma panela ou fritar algo, é preferível que ela coloque a criança no chão em um local seguro, onde possa observá-la, do que fazer essa atividade com ela no colo, pois o risco de queimadura é muito grande”, ressalta Dr. Vitor.
O que fazer quando o acidente já ocorreu? Se o acidente já ocorreu, a coisa mais importante é tentar manter a calma para socorrer a criança da melhor maneira. “Mantendo a tranqüilidade, os pais conseguem transmitir mais segurança para a criança”, destaca o pediatra. O primeiro passo é observar se a criança está respirando, pois assim o socorro poderá ser feito com mais tranqüilidade. Caso ela tenha ingerido algum produto químico, o vômito não deve ser provocado. O ideal é ligar para o 0800 da embalagem para receber as instruções sobre os primeiros socorros e, em seguida, buscar ajuda médica. As queimaduras merecem atenção especial, pois a única coisa que deve ser feita é colocar a área atingida em água fria, sem esfregar, e mantê-la molhada até chegar ao médico. É possível, ainda, usar uma toalha limpa para cobrir o local e ir jogando água sobre ela durante o trajeto. “Jamais se deve passar manteiga, pomada ou qualquer outro produto sobre queimaduras, pois ao chegar ao hospital o produto terá de ser totalmente retirado, o que provocará ainda mais dor e agravará o ferimento”, afirma Dr. Vitor. Em casos de engasgamento, a criança deve ser tranqüilizada, colocada deitada e ter a cabeça reclinada para trás. Desta forma, ela conseguirá puxar um pouco de ar para que haja tempo de levá-la ao hospital. Já nos casos de fratura, a única medida a ser tomada é evitar a movimentação do membro ferido, para reduzir a dor, e, se possível, fazer algum tipo de apoio ou tala até chegar ao hospital. “Jamais se deve tentar puxar, torcer ou corrigir a fratura, pois isso pode piorar o problema, o ideal é apenas evitar a movimentação e buscar ajuda de um médico”, finaliza o pediatra. Em todos os casos, após entender o que houve e tranqüilizar a criança, os pais devem sempre buscar auxilio médico em um Pronto Atendimento. |