Síndrome metabólica pode triplicar o risco de morte por doenças cardiovasculares 17/09/2008 Sedentarismo associado a maus hábitos alimentares pode ocasionar a síndrome e causar graves problemas de saúde Detectada há poucos anos, a Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo, caracterizado por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com a resistência à insulina e a obesidade abdominal. A SM pode aumentar a incidência de doenças cardiovasculares e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, pode elevar a mortalidade geral em cerca de 2 vezes e a cardiovascular em 3 vezes. Segundo Irineu Yuiti Sato, gerente médico do Grupo São José Saúde, para ser considerado portador da síndrome o indivíduo deve apresentar três ou mais das seguintes complicações: 1. Obesidade abdominal, (medida logo acima do umbigo): cintura maior 100 cm em homens e maior 88 cm em mulheres; 2. Hipertrigliceridemia: maior ou igual a 150 mg; 3. HDL colesterol: menor que 40 mg em homens e menor que 50 mg em mulheres; 4. Hipertensão arterial igual ou superior a 13/8; 5. Glicemia de jejum: acima de 100 mg. O ideal é manter uma vida saudável para prevenir a Síndrome Metabólica, mas se a pessoa já tem a SM, muitas vezes é possível combater as conseqüências com medidas simples como mudança dos hábitos alimentares e atividade física. Segundo a psicóloga da Medicina Preventiva do Grupo São José Saúde, Adriana Cezaretto, para auxiliar nestas mudanças e torná-las mais agradáveis, a pessoa pode buscar ajuda multidisciplinar. “É importante que o paciente assuma uma postura ‘ativa’ (automonitorização) em seu tratamento, buscando, junto com a equipe, estratégias para modificar o seu cotidiano e melhorar, desta maneira, a qualidade de vida”, acrescenta Adriana. A idéia de que é possível ter uma vida saudável sem grandes sacrifícios e com prazer é reforçada pela nutricionista Andréa Cristina Pereira Bucco. “Para se ter uma alimentação saudável, a pessoa não precisa ‘passar fome’. Na verdade, o ideal é fracionar as refeições, alimentando-se de 5 a 6 vezes ao dia em pequenas porções. Além disto, ela também deve estar atenta à qualidade dos alimentos, diminuindo o consumo de produtos industrializados, frituras e doces, bem como ingerindo muitas frutas, verduras legumes , água e alimentos integrais (pão, aveia, granola, arroz, etc). Quanto mais coloridas e variadas as refeições, mais nutritivas elas serão”, afirma. Quanto às atividades físicas, elas não precisam ser chatas e cansativas. O ideal é praticá-las por no mínimo trinta minutos, três vezes por semana e ir aumentando conforme o condicionamento físico melhora. “A pessoa pode escolher a atividade com que mais se identifica, o importante é se exercitar sempre e, preferencialmente, acompanhada de um profissional que avaliará o grau de esforço adequado à cada pessoa. A prática regular de atividade física auxilia no controle das patologias, reduzindo, por exemplo, o uso de medicação e o risco de complicações associadas a essas doenças”, acrescenta a educadora física Paula Lúcia Coronato. |