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Orientação multidisciplinar auxilia pais a educarem portadores de Síndrome de Down
17/09/2008

Possibilidade de realizar diagnóstico precoce permite que os casais busquem orientação e conhecimento para estimular os filhos e proporcionar um bom desenvolvimento social

Com a evolução da medicina e do pré-natal se tornou muito mais simples para os casais acompanhar se tudo está correndo bem na gestação e se preparar para a chegada dos filhos. Porém, algumas vezes, durante este período que é repleto de expectativas, alguns pais descobrem que o tão esperado bebê não é exatamente daquele modo que eles haviam imaginado, ele é portador da trissomia do cromossomo 21, mais conhecida como Síndrome de Down.
Segundo a psicóloga Adriana Cezaretto, uma das coisas mais importantes neste momento é a forma como o casal recebe a notícia. “É preciso muita cautela para mostrar para estes pais que isto não é um problema que vai alterar a relação de amor que eles terão com o bebê. Muitas vezes temos que tirar a ‘criança perfeita’ do imaginário deles para fortalecer os vínculos com a ‘criança real’ que está chegando, de modo que eles possam estimulá-la desde o início da vida”, afirma.
Superada a fase do choque, os cursos de gestante e acompanhamento multidisciplinar podem preparar melhor a família para vencer os estigmas sociais e estimular o desenvolvimento dos portadores de Síndrome de Down, de modo que eles cresçam com autonomia.
Para a educadora física e coordenadora da medicina preventiva do Grupo São José Saúde, Paula Lúcia Coronato de Oliveira, pais que aceitam a situação e entendem o papel que têm na formação destas crianças, bem como estimulam adequadamente e oferecem tratamento clínico associado a atividades físicas, proporcionam a elas um ótimo desenvolvimento social. “O estímulo é fundamental, principalmente no primeiro ano de vida, quando 83% dos portadores da trissomia têm um déficit motor. Este período, inclusive, pode ser um excelente momento para o pai estreitar os laços afetivos com o filho realizando massagens”, destaca.
Além do estimular a criança por meio de exercícios físicos e massagem, a família dos portadores de Síndrome de Down também deve estar atenta à alimentação e aos benefícios da amamentação. “Por conta da flacidez muscular que estas crianças possuem, elas podem ter um pouco mais dificuldade de sugar, por isto, as mães devem ter um pouco mais de paciência no momento da amamentação que é fundamental para, além de alimentar, fortalecer os músculos da face, boca e língua, bem como proteger o bebê contra infecções e alergias”, ressalta a nutricionista, Andréa Cristina Pereira Bucco.

Dados gerais sobre Sindrome de Down
Segundo dados levantados pela enfermeira Fernanda Teresinha Dias e Silva, da medicina preventiva do Grupo São José Saúde:
o Atualmente a expectativa de vida dos portadores da trissomia do cromossomo 21 é de 60 anos;
o A cada 550 bebês nascidos, 1 tem Síndrome de Down;
o Existem 300 mil brasileiros portadores de Down.